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O que é tubo perfurado para drenagem e quando utilizar
O tubo perfurado para drenagem é utilizado quando a obra precisa captar água presente no entorno do solo, reduzir áreas encharcadas e conduzir esse volume para um ponto de coleta ou descarte previsto em projeto.
Em vez de apenas transportar água por dentro de uma tubulação fechada, ele trabalha como parte de um sistema de drenagem pluvial ou drenagem subterrânea, ajudando a controlar a saturação do terreno em obras urbanas, loteamentos, condomínios, áreas industriais e sistemas de infraestrutura.
Tecnicamente, trata-se de uma tubulação com aberturas distribuídas ao longo do corpo do tubo.
Essas perfurações permitem que a água pluvial infiltrada, a umidade acumulada em camadas do solo ou o excesso de água em áreas sujeitas a encharcamento entrem na tubulação e sejam conduzidos por gravidade ou conforme a solução hidráulica prevista.
Em muitos projetos, esse tipo de tubo pode estar associado a materiais como PEAD ou PVC, e também pode aparecer em configurações como tubo corrugado, dependendo da necessidade de flexibilidade, resistência mecânica e integração com a rede subterrânea.
A principal função dos furos não é descarregar água no solo, mas captar a água que já está no entorno da tubulação.
Por isso, o tubo perfurado costuma ser aplicado em conjunto com elementos drenantes, como camada de brita, manta geotêxtil e leito de assentamento adequado, sempre conforme o projeto.
Esse conjunto ajuda a reduzir a entrada excessiva de partículas finas, minimizando riscos de assoreamento e perda de capacidade de drenagem ao longo do tempo.
A diferença entre uma tubulação fechada e uma tubulação perfurada é um ponto essencial para a especificação correta:
- Tubulação fechada: recebe água de pontos definidos, como bocas de lobo, caixas, ramais, calhas, redes coletoras ou conexões específicas, e conduz o fluido internamente até outro ponto da rede.
- Tubulação perfurada: além de conduzir água, capta o excesso hídrico distribuído no entorno do solo por meio das perfurações, funcionando como elemento de alívio para áreas saturadas.
- Sistema combinado: em alguns projetos, trechos perfurados e trechos fechados podem coexistir, desde que o responsável técnico defina onde a captação é necessária e onde a condução deve ocorrer sem entrada de água externa.
Na prática, o tubo perfurado para drenagem é indicado quando há necessidade de controlar acúmulo de água no subsolo, reduzir encharcamento, proteger camadas de pavimentação, apoiar obras de saneamento e preservar a estabilidade funcional de áreas com presença recorrente de água pluvial.
Ele pode ser considerado em terrenos com baixa capacidade de escoamento superficial, áreas com solo saturado, margens de estruturas, sistemas de drenagem profunda, loteamentos, condomínios, pátios industriais, obras públicas e intervenções de infraestrutura urbana.
A escolha, porém, não deve ser feita apenas pelo nome do produto.
O desempenho depende da compatibilidade entre o tubo, o tipo de solo, a declividade, a profundidade de instalação, o volume esperado de água, o ponto de lançamento, a presença de tráfego sobre a área e a finalidade da rede.
Um solo argiloso, por exemplo, tende a exigir maior atenção ao envelopamento e à proteção contra partículas finas; já áreas com maior contribuição de água pluvial podem demandar análise cuidadosa de vazão, diâmetro e integração com caixas ou redes existentes.
Também é importante diferenciar o uso em drenagem de aplicações comuns de redes de água e esgoto.
Em redes de distribuição de água ou coleta de esgoto, a prioridade geralmente é conduzir o fluido de forma controlada dentro da tubulação, evitando entrada ou saída indevida.
Na drenagem com tubo perfurado, a lógica é diferente: o sistema é pensado para receber água do entorno, aliviar a saturação e encaminhar esse volume para uma solução de coleta, infiltração controlada ou lançamento definida pelo projeto.
A Tubulação.com, oficialmente IOMAR SERVIÇOS DE ENGENHARIA LTDA, atua no fornecimento de tubos para redes de água, esgoto e drenagem, com materiais como PEAD, PVC e ferro fundido, além de atendimento técnico especializado para apoiar a seleção conforme diâmetro, material, pressão quando aplicável e tipo de rede.
No contexto de obras de saneamento e infraestrutura urbana, essa orientação é relevante porque evita tratar o tubo perfurado como um item isolado: ele precisa ser compatibilizado com conexões, caixas, camadas drenantes, rede subterrânea e demais componentes do sistema hidráulico.
tubo perfurado para drenagem é uma tubulação com aberturas distribuídas para captar água do solo ou de áreas encharcadas e conduzi-la a um ponto de coleta, aliviando a saturação e protegendo a infraestrutura.
Ele deve ser especificado com base no projeto, nas condições do terreno e na finalidade da rede, especialmente em obras onde drenagem pluvial, saneamento e infraestrutura urbana precisam funcionar de forma integrada.
Tubo perfurado para drenagem: Critérios técnicos para escolher material, diâmetro e aplicação
A especificação de um tubo perfurado para drenagem não deve começar pelo material isoladamente, mas pelo comportamento esperado da rede: quanto de água precisa ser captado, para onde essa água será conduzida, em que tipo de solo o sistema será instalado e quais cargas atuarão sobre a tubulação.
Em obras de saneamento, infraestrutura urbana, loteamentos, condomínios, áreas industriais e drenagem pluvial, a decisão técnica envolve diâmetro, vazão, declividade, profundidade de instalação, resistência mecânica, envelopamento e compatibilidade com as redes existentes.
1. Comparação educacional entre PEAD, PVC e ferro fundido
Os materiais citados no contexto de fornecimento da Tubulação.com — PEAD, PVC e ferro fundido — podem atender a diferentes necessidades em redes de água, esgoto, drenagem e sistemas hidráulicos.
A escolha deve considerar o projeto, o ambiente de instalação e a função da tubulação dentro do sistema.
- PEAD: costuma ser avaliado quando o projeto exige flexibilidade, adaptação a movimentações do terreno e integração com sistemas que podem demandar técnicas específicas de união, como soldas PEAD por termofusão ou eletrofusão quando aplicáveis ao tipo de rede. Em drenagem, sua escolha deve ser compatibilizada com diâmetro, rigidez do tubo, envelopamento e condições de instalação.
- PVC: é frequentemente considerado em sistemas hidráulicos e redes de saneamento por sua aplicação ampla em obras civis e infraestrutura. Para drenagem, a análise deve observar rigidez, profundidade de instalação, tipo de solo, declividade e proteção contra deformações ou obstruções.
- Ferro fundido: tende a ser avaliado quando a resistência mecânica e as condições estruturais do sistema são fatores decisivos, especialmente em redes sujeitas a cargas relevantes, interferências urbanas ou integração com infraestrutura existente. Em drenagem perfurada, a necessidade desse material deve ser confirmada pelo projeto, pois nem toda aplicação exige o mesmo nível de robustez estrutural.
Essa comparação não substitui dimensionamento técnico.
O material adequado depende da finalidade da rede, das cargas atuantes, do fluido conduzido, da forma de captação da água e das exigências de instalação.
2. Critérios técnicos que influenciam a escolha
Para transformar a busca por tubo perfurado em uma especificação mais segura, o responsável pelo projeto deve avaliar um conjunto de fatores interdependentes:
- Diâmetro: influencia a capacidade de condução da água captada. Deve ser definido conforme vazão estimada, extensão do trecho, declividade e pontos de coleta.
- Vazão: depende da contribuição de água pluvial, do nível de saturação do solo, da área drenada e da capacidade do sistema receptor.
- Classe de pressão, quando aplicável: em drenagem por gravidade, a pressão pode não ser o principal critério; porém, quando há integração com sistemas hidráulicos específicos ou trechos submetidos a condições particulares, esse item precisa ser verificado.
- Resistência mecânica: deve considerar carga do solo, profundidade de instalação, tráfego de veículos, compactação e possíveis interferências de outras redes subterrâneas.
- Profundidade de instalação: afeta o tipo de leito de assentamento, o envelopamento, a proteção da tubulação e a necessidade de maior resistência estrutural.
- Tráfego sobre a área: vias urbanas, pátios industriais, estacionamentos e áreas operacionais exigem análise mais cuidadosa da capacidade do conjunto tubo, solo e material de envolvimento.
- Declividade: influencia o escoamento e ajuda a evitar retenção de água, assoreamento e perda de eficiência da drenagem.
- Envelopamento com brita e geotêxtil: em muitas soluções de drenagem, a camada drenante e a proteção filtrante ajudam a captar água do entorno e reduzir a entrada excessiva de partículas finas.
- Manutenção: a rede deve permitir inspeção, limpeza e controle de obstruções, principalmente em sistemas sujeitos a sedimentos, raízes, partículas do solo ou lançamento inadequado de materiais.
3. Análise do projeto, do fluido e do ambiente de instalação
A aplicação correta depende da leitura do sistema como um todo.
Um tubo perfurado usado para drenagem pluvial ou rebaixamento de umidade do solo tem lógica diferente de uma tubulação fechada voltada apenas à condução de água, esgoto ou outro fluido.
Antes de especificar, avalie:
- se a rede precisa captar água do entorno ou apenas conduzir água de um ponto a outro;
- se o fluido é água pluvial, água de infiltração, contribuição de drenagem superficial ou outro fluxo previsto no projeto;
- se o solo é mais argiloso, arenoso, instável, compactado ou sujeito a saturação;
- se haverá ligação com caixas de inspeção, poços de visita, galerias pluviais, redes de drenagem profunda ou sistemas hidráulicos existentes;
- se a obra exige flexibilidade para acompanhar movimentações do terreno;
- se a instalação ocorrerá em área urbana, industrial, pública, privada, viária ou em loteamento;
- se há interferências com redes de água, esgoto, drenagem pluvial, válvulas, conexões ou outras tubulações subterrâneas.
O ponto central é compatibilizar tubo, conexões, declividade, material drenante, geotêxtil e destino final da água.
Um bom tubo mal integrado ao sistema pode perder eficiência; da mesma forma, uma boa instalação depende de especificação coerente com o projeto.
4. Checklist de decisão para seleção do tubo
Use este checklist como roteiro técnico antes de solicitar fornecimento ou validar a especificação:
- Finalidade da rede: a tubulação vai captar água do solo, conduzir água pluvial, integrar uma drenagem profunda ou complementar uma drenagem superficial?
- Área de contribuição: qual área gera o volume de água que chegará ao sistema?
- Vazão estimada: o projeto já definiu a vazão de cálculo ou os critérios hidrológicos aplicáveis?
- Diâmetro previsto: o diâmetro atende à vazão, à declividade e à capacidade do ponto de descarga?
- Material do tubo: PEAD, PVC ou ferro fundido foi escolhido com base em flexibilidade, rigidez, resistência mecânica e compatibilidade com a rede?
- Tipo de instalação: a tubulação ficará sob jardim, via, pátio industrial, calçada, loteamento, área pública ou zona com tráfego?
- Profundidade e carga: a profundidade de instalação e as cargas superficiais foram consideradas no dimensionamento?
- Declividade: há inclinação suficiente para favorecer o escoamento e reduzir acúmulo de sedimentos?
- Envelopamento: o projeto prevê brita, material drenante e proteção filtrante com geotêxtil quando necessário?
- Conexões e pontos de inspeção: caixas, curvas, derivações e acessos para manutenção foram previstos?
- Compatibilidade com redes existentes: o sistema se conecta corretamente a redes de drenagem pluvial, água, esgoto ou outros sistemas hidráulicos?
- Manutenção futura: há possibilidade de inspeção e limpeza para evitar assoreamento e perda de capacidade?
- Validação técnica: um responsável técnico verificou o dimensionamento e a conformidade com as normas aplicáveis ao projeto?
5. Validação por responsável técnico e normas aplicáveis
A definição de material, diâmetro, profundidade, declividade e método de instalação deve ser validada por responsável técnico habilitado.
Essa recomendação é especialmente importante em obras públicas, redes urbanas, áreas industriais, loteamentos, condomínios e intervenções próximas a redes existentes de saneamento.
Também é necessário observar as normas técnicas aplicáveis ao projeto, aos materiais, ao método de assentamento e às condições de segurança da obra.
Sem essa validação, há risco de subdimensionamento, deformação da tubulação, obstrução precoce, falha na captação da água ou incompatibilidade com o sistema receptor.
6. Como a Tubulação.com pode apoiar a especificação
A Tubulação.com atua no fornecimento de tubos para redes de água, esgoto e drenagem, com opções em PEAD, PVC e ferro fundido, além de conexões, válvulas, ferramentas, máquinas e soluções voltadas a saneamento e infraestrutura urbana.
Conforme o contexto da empresa, o atendimento técnico especializado pode apoiar a seleção conforme diâmetro, material, pressão quando aplicável e tipo de rede.
Esse apoio é útil para alinhar a compra ao projeto, evitar incompatibilidades entre componentes e organizar os materiais necessários para implantação, ampliação, substituição ou manutenção de redes subterrâneas e sistemas hidráulicos.
7. Quando priorizar flexibilidade, rigidez ou resistência estrutural
A escolha do tubo não deve ser feita apenas pelo nome do material.
O critério correto é entender qual característica é mais crítica para o sistema.
- Priorize flexibilidade quando o traçado, o terreno ou a instalação exigirem adaptação a movimentações, curvas, interferências e condições que possam favorecer acomodação do sistema sem perda de funcionalidade.
- Priorize rigidez quando o projeto exigir maior controle geométrico da seção, estabilidade dimensional e comportamento previsível no assentamento, especialmente em instalações que dependem de declividade bem definida.
- Avalie a resistência estrutural do sistema completo quando houver profundidade elevada, tráfego, cargas superficiais relevantes, solo de baixa capacidade de suporte ou interferências urbanas. Nesse caso, não basta olhar apenas para o tubo: leito de assentamento, envelopamento, compactação, geotêxtil, brita e recomposição também influenciam o desempenho.
Em drenagem, a tubulação faz parte de um conjunto.
A eficiência depende da relação entre perfurações, solo, material drenante, proteção filtrante, inclinação, caixas de inspeção e ponto de descarga.
8. Conteúdos internos que podem complementar a decisão
Se disponíveis no site da Tubulação.com, conteúdos sobre tubos para saneamento, redes de água, redes de esgoto, drenagem pluvial, conexões, válvulas e soldas PEAD podem ajudar o leitor a aprofundar a especificação do sistema.
Esses temas são complementares porque a drenagem raramente depende de um único componente: ela envolve integração entre tubos, acessórios, método de instalação e manutenção planejada.
Como planejar tubo perfurado para drenagem para a obra
A definição de tubo perfurado para drenagem deve considerar a aplicação, o material da tubulação, as condições de campo, o prazo e as exigências técnicas da obra. A Tubulação.com atua há 15 anos com fornecimento de tubos, válvulas, conexões, ferramentas e máquinas, além de locação de equipamentos e serviços de solda em PEAD. O atendimento técnico ajuda construtoras, empreiteiras, concessionárias, prefeituras, indústrias e empresas de engenharia a avaliar a solução compatível com cada projeto.
9. FAQ técnico
Qual material escolher para drenagem?
Depende do projeto.
PEAD, PVC e ferro fundido podem ser avaliados conforme necessidade de flexibilidade, rigidez, resistência mecânica, profundidade de instalação, tráfego, compatibilidade com redes existentes e forma de manutenção.
A decisão deve ser validada por responsável técnico.
Tubo perfurado serve para água pluvial?
Sim, em aplicações de drenagem pluvial e captação de água no solo, o tubo perfurado pode ser utilizado para receber água do entorno e conduzi-la a um ponto de coleta ou descarga.
A aplicação correta depende de declividade, envelopamento, proteção contra partículas e dimensionamento da vazão.
O diâmetro depende de quê?
O diâmetro depende da vazão prevista, da área de contribuição, da declividade, do comprimento do trecho, da capacidade do ponto de descarga, da profundidade de instalação e das condições de manutenção.
Não deve ser definido apenas por disponibilidade de material.
É necessário projeto técnico?
Sim.
Em obras de saneamento, infraestrutura urbana, redes industriais, loteamentos, condomínios e sistemas hidráulicos, o projeto técnico ajuda a definir material, diâmetro, declividade, conexões, envelopamento, pontos de inspeção e compatibilidade com normas aplicáveis.
Boas práticas de instalação, manutenção e planejamento da drenagem
A instalação de um tubo perfurado para drenagem deve ser tratada como parte de um sistema, não como um item isolado da obra.
O desempenho depende da compatibilização entre projeto, tipo de solo, declividade, camada drenante, proteção contra partículas, ponto de descarga e integração com redes de saneamento ou drenagem pluvial existentes.
Em obras urbanas, loteamentos, condomínios, áreas industriais e intervenções públicas, essa visão evita improvisos que podem gerar assoreamento, perda de capacidade hidráulica e retrabalho.
A instalação correta depende de projeto, declividade, camada drenante e proteção contra partículas.
Já a manutenção busca evitar assoreamento e perda de capacidade de drenagem ao longo do uso.
Passo a passo informativo de instalação
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Análise do projeto e da finalidade da drenagem
Antes da abertura da vala, é necessário confirmar se o sistema atuará como drenagem superficial, drenagem profunda, alívio de solo saturado, captação de água pluvial infiltrada ou apoio a uma rede subterrânea maior.Essa definição influencia diâmetro, material, profundidade de instalação, tipo de envelopamento, necessidade de geotêxtil, conexões e ponto de lançamento.
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Marcação e abertura da vala
A vala deve seguir o traçado previsto em projeto, respeitando interferências com redes de água, esgoto, energia, telecomunicações, fundações, pavimentos e demais estruturas.Em obras de infraestrutura urbana, a segurança da obra exige atenção à estabilidade das paredes da escavação, circulação de máquinas, sinalização e condições do terreno.
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Regularização do fundo e preparo do leito de assentamento
O fundo da vala deve ser regularizado para evitar pontos de apoio concentrado, deformações indevidas ou trechos sem declividade.O leito de assentamento precisa permitir apoio contínuo do tubo e favorecer o escoamento.
Em sistemas drenantes, a base geralmente é associada a uma camada drenante compatível com o projeto, evitando que o tubo fique apoiado diretamente sobre irregularidades ou materiais inadequados.
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Definição e conferência da declividade
A declividade é um dos pontos mais sensíveis do sistema.Inclinação insuficiente pode favorecer acúmulo de água, sedimentos e obstruções; inclinação inadequada pode prejudicar o comportamento previsto para captação e condução.
A conferência deve ser feita durante a execução, não apenas ao final, porque pequenos desvios em trechos enterrados podem comprometer a operação da rede.
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Execução da camada drenante
A camada drenante cria o meio pelo qual a água chega até as perfurações do tubo.O tipo de material, a granulometria, a espessura e a necessidade de envelopamento devem seguir o projeto e as condições do solo.
Em muitos sistemas, o uso de geotêxtil é avaliado para reduzir a migração de partículas finas para a região do tubo, ajudando a prevenir colmatação e assoreamento.
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Posicionamento do tubo e conexão com o sistema
O tubo deve ser posicionado conforme orientação de projeto, com atenção ao alinhamento, à continuidade da declividade e à conexão com caixas de inspeção, poços de visita, galerias, redes de drenagem pluvial ou pontos de descarga autorizados.Quando houver integração com redes de saneamento, é essencial evitar ligações indevidas e respeitar a finalidade de cada sistema.
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Proteção contra entrada excessiva de partículas
A drenagem precisa captar água, mas não deve funcionar como caminho livre para solo fino, areia, lodo ou resíduos de obra.Por isso, a proteção do conjunto é tão importante quanto o tubo.
Camada drenante mal executada, ausência de separação entre solo e agregado quando necessária, ou recomposição com material inadequado podem acelerar obstruções e reduzir a vida útil funcional do sistema.
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Recomposição da vala e acabamento
A recomposição deve preservar o posicionamento do tubo, evitar deslocamentos e manter a capacidade drenante do conjunto.A compactação, quando aplicável, precisa ser compatível com o tipo de tubo, profundidade, tráfego previsto e estrutura do pavimento ou terreno acima.
Em áreas urbanas, também é necessário considerar a recomposição de calçadas, vias, jardins, pátios industriais ou áreas operacionais.
Erros comuns que comprometem a drenagem
- Instalar o tubo sem projeto ou sem verificar a finalidade da rede.
- Ignorar o tipo de solo e tratar solos argilosos, arenosos ou com alta saturação da mesma forma.
- Executar a vala sem controle de declividade.
- Apoiar o tubo sobre fundo irregular, pedras soltas ou pontos de carga concentrada.
- Usar camada drenante inadequada ou contaminada por finos.
- Não prever proteção contra entrada excessiva de partículas.
- Conectar a drenagem a redes incompatíveis ou sem avaliação técnica.
- Deixar de prever pontos de inspeção e limpeza.
- Recompor a vala de forma que esmague, desloque ou obstrua o sistema.
- Planejar a compra apenas pelo tubo, esquecendo conexões, caixas, geotêxtil, agregados, válvulas quando aplicáveis e demais componentes do sistema hidráulico.
Manutenção preventiva e inspeção
A manutenção de sistemas de drenagem deve ser planejada desde a fase de projeto.
Mesmo quando enterrado, o sistema precisa permitir inspeções periódicas, identificação de obstruções, limpeza em pontos estratégicos e verificação do ponto de lançamento.
A falta de acesso para inspeção costuma transformar uma intervenção simples em uma correção extensa.
Na prática, a manutenção preventiva deve observar sinais como redução da vazão, retorno de água, encharcamento persistente, surgimento de erosões, recalques no terreno, carreamento de partículas, mau funcionamento de caixas de inspeção e acúmulo de sedimentos.
Esses indícios podem apontar assoreamento, perda de declividade, colmatação da camada drenante, ruptura, esmagamento ou conexão inadequada.
Do ponto de vista ambiental e operacional, uma drenagem bem planejada ajuda a conduzir a água de maneira controlada, reduzindo pontos de alagamento, erosão localizada e intervenções corretivas frequentes.
Isso é especialmente relevante em obras públicas, privadas e industriais, nas quais a drenagem precisa conviver com redes de água, esgoto, drenagem pluvial, pavimentação, áreas verdes e estruturas existentes.
Checklist final de compra técnica
Antes de solicitar o fornecimento dos materiais, vale reunir as informações técnicas que orientam a especificação:
- Finalidade da rede: drenagem superficial, drenagem profunda, água pluvial infiltrada, rebaixamento de umidade do solo ou apoio a infraestrutura urbana.
- Tipo de obra: pública, privada, industrial, loteamento, condomínio, rodovia, pátio, área verde ou rede subterrânea.
- Tipo de solo e presença de material fino, argila, areia, rocha, aterro ou solo saturado.
- Profundidade de instalação e cargas acima da vala, incluindo tráfego, pavimento ou equipamentos.
- Diâmetro previsto e vazão estimada pelo projeto.
- Declividade disponível e ponto de descarga.
- Material do tubo e compatibilidade com conexões e redes existentes.
- Necessidade de camada drenante, envelopamento e geotêxtil.
- Pontos de inspeção, limpeza e manutenção preventiva.
- Componentes complementares, como conexões, caixas, válvulas quando aplicáveis e materiais para recomposição.
Perguntas úteis para enviar ao fornecedor
- Qual material é mais adequado para a finalidade da drenagem e para as condições do terreno?
- O diâmetro previsto no projeto é compatível com a vazão, a declividade e a profundidade de instalação?
- Quais conexões e componentes complementares são necessários para integrar o tubo à rede existente?
- Há necessidade de geotêxtil, camada drenante específica ou proteção adicional contra partículas?
- Como o sistema deve prever inspeção e limpeza para reduzir risco de assoreamento?
- O fornecimento pode ser compatibilizado com outros materiais de saneamento, como tubos para redes de água, esgoto e drenagem?
- A aplicação exige apoio técnico para instalação, solda, conexão ou integração com sistemas em PEAD, PVC ou ferro fundido?
A Tubulação.com atua como fornecedora e instaladora de soluções de tubulação para saneamento e infraestrutura urbana, incluindo tubos para redes de água, esgoto e drenagem em materiais como PEAD, PVC e ferro fundido.
Para uma especificação mais segura, o ideal é solicitar orientação técnica para definir material, diâmetro, conexões e demais componentes necessários ao sistema, sempre conforme o projeto, as condições do terreno e as normas técnicas aplicáveis.
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